09/11/2016

Recursos sobre Evidência em Terapia da Fala e Fonoaudiologia

Em qualquer área clínica é importante mantermos-nos actualizados para garantir um serviço rápido, eficaz e de qualidade. É importante, ainda, que seja personalizado a cada cliente.
O termo "prática baseada na evidência" tem estado em voga nos últimos anos e pressupõe a integração dos dados clínicos com a investigação mais recente; isto, para além de pressupor a partilha dos resultados obtidos na sua prática, claro. Para saber mais sobre isto, pode consultar este link.
Existem algumas plataformas que nos ajudam a integrar os resultados das investigações mais recentes na nossa prática clínica, pelo simples facto de reunirem a informação e tornarem mais fácil a pesquisa.
Se conhecerem outros recursos, comentem em baixo!



É uma base de dados que reúne e classifica de acordo com os níveis de evidência as investigações no âmbito da Terapia da Fala. Existe desde 2008 e é gerida por um grupo de terapeutas da fala da Universidade de Sydney. Tem um motor de busca muito interessante e útil - permite pesquisar com base na área, intervenção, população, tipo de estudo, etc. Usa o sistema de classificação de evidência da sua homóloga PEDro-P, para fisioterapeutas.


É uma ferramenta recente que a ASHA disponibiliza. Está organizada por perturbação clínica/doença ou funcional. Reune os documentos (artigos originais, guidelines, revisões sistemáticas, etc) que evidenciam resultados em cada área. Melhor do que isso, é apresentado um resumo compreensivo para cada artigo - o que torna a interpretação dos resultados muito mais rápida (não tem de ler o artigo na integra),
fácil (não tem de ter acesso ao artigo; o "sumo" está já apresentado e pronto a usar) e prática (apresenta as perspectivas dos clientes, sempre que possível).

3. Guidelines


4. Outros sítios

25/07/2016

5 Livros fundamentais para um Terapeuta da Fala

Ao longo dos anos vamos construindo a nossa biblioteca. Se existe alguma coisa que prezo são os meus livros. Tenho e tive de tudo: livros que nunca darei ou venderei, até livros que me arrependi bastante de ter comprado.
Hoje mostro-vos os livros de texto (do inglês textbooks) que considero insubstituíveis para a nossa prática. Façam o favor de dar a vossa opinião!

5º - Speech-Language Pathology Desk Reference - Thieme
(Roser, Pearson, Tobey, 1998)


É um livro que, apesar de ser de 1998, apresenta uma recolha de dados normativos e standards da nossa prática. É de fácil consulta e realmente útil. Está organizado por áreas e apresenta esquemas, tabelas, diagramas e outros suportes interessantes. A grande desvantagem é ser antigo e alguns dos dados já não serem actuais.



4º - Fonologia Infantil - Avalaiação, Aquisição e Intervenção - Almedina
(Lima, 2009)

Tal como o título sugere, o livro aborda todos os aspectos em torno da fonologia infantil. A parte mais interessante e útil é a última, em que a autora apresenta estratégias práticas para o trabalho dos diversos fonemas. Apesar de recorrer a autores que começam a estar pouco actualizados, a autora dá primazia à sua perspectiva - nota-se que tem uma grande experiência clínica que passa com sucesso ao leitor!


3º - Tratado de Fonoaudiologia - Roca
(org Fernandes,. Mendes, Navas, 2010)

Foi o meu primeiro tratado e tive-o mal saiu! Como tratado que é, este livro é grande e de carácter essencialmente teórico. Aborda todas as áreas e cada capítulo é escrito pelos melhores autores brasileiros. Tem uma encadernação muito boa e é de fácil consulta.



2º - Treatment Resource Manual for Speech Language Pathology - Cengage
(Roth, 2016)

Já vai na 5ª edição. É um livro fundamental para quem está a iniciar a sua prática clínica. É bom também para quem actua em diversas áreas e não se diferencia tanto. Percorre todas as áreas da nossa actuação e apresenta os diferentes métodos de intervenção para cada uma. Dá sempre exemplos com estudos de caso e fornece materiais como tabelas de registo e outros. Como qualquer livro generalista, não aprofunda algumas áreas de intervenção; também não tem em conta alguns dos procedimentos mais actuais. Muito prático, bom e importante!



1º VENCEDOR
Metodologias de Intervenção em Terapia da Fala - 1º volume (UFP)
(org Peixoto e Rocha, 2009)

Claro que este teria de ser o vencedor! Li-o "de fio a pavio" e foi com a maioria dos seus autores que aprendi a fazer o que hoje faço. É um livro teorico-prático escrito por alguns especialistas portugueses em cada uma das áreas. Contudo, foi escrito a pensar em seguintes edições, pelo que não abordam todas as áreas de interesse da Terapia da Fala.  É obrigatório na biblioteca de qualquer terapeuta da fala português!

29/06/2016

10 Perguntas para Fazer ao Seu Terapeuta da Fala


Destinatários: público, pais, familiares e cuidadores.


Quando procurar um terapeuta da fala, para si ou para um familiar, é natural que surjam algumas questões. Este profissional é especialista em questões relacionadas com a comunicação humana e pode ajudar a recuperar as funções relacionadas com a fala e linguagem, tanto quanto possível.

A motivação e a vontade do paciente são peças fundamentais no processo de recuperação.
No caso de procurar ajuda para um familiar, o seu papel deve ser activo e de colaboração! Ao participar nas sessões terapêuticas poderá aprender estratégias e actividades para fazer com que os resultados apareçam mais rápido e melhores. Nunca se esqueça que estamos todos a falar de comunicação - por isso, é importante que todas as pessoas que interajam consigo ou com o seu familiar estejam em sintonia para que as mensagens verbais sejam transmitidas e recebidas da melhor forma possível.

É muito importante garantir que quem está a ser tratado compreenda claramente o problema que tem, assim como os objectivos da terapia. Nunca fique com dúvidas para si ou para outras pessoas -  o terapeuta da fala é a melhor pessoa para lhe responder sobre o seu próprio trabalho! Não fique envergonhado se tiver de escrever essas questões para ter a certeza de que se lembra delas no dia da consulta.

Apresento, em baixo, 10 perguntas que pode fazer ao Terapeuta da Fala:

1. Quais serão os maiores desafios comunicativos?

2. Já trabalhou com outras pessoas com o mesmo tipo de problema?

3. Trabalha em equipa? Que membros fazem parte da equipa?

4. Quais são os objectivos realistas para a terapia, agora e no futuro?

5. Como é que a terapia ajudará a atingir esses objectivos?

6. O que é que cada um de nós pode fazer para ajudar?

7. Que estratégias podemos adoptar para melhorar a comunicação?

8. Um dispositivo de comunicação pode ajudar? Se sim, teremos de falar com um especialista em comunicação aumentativa e alternativa?

9. Existem alguns recursos que aconselhe, tais como grupos de suporte?

10. Se tivermos mais questões, como o podemos contactar?


Baseado no artigo: http://inhealth.cnn.com/article/10-questions-to-ask-your-speech-pathologist

05/04/2016

10 Tópicos de Conversa para Crianças e Adultos

Nas nossas intervenções precisamos, muitas vezes, de tópicos de conversa!
Seja para treinar articulação ou implementar um padrão vocal novo, queremos é que falem.
Devemos evitar assuntos sensíveis tais como política, educação e outros!
Se optar por perguntas, prefira perguntas abertas para dar oportunidade ao utente de falar.
Deixo-vos 10 tópicos para que estes momentos sejam mais divertidos e significativos.

CRIANÇAS
1. História sem fim
É uma as minhas actividades favoritas e que uso com diversos objectivos. Depois de fazer o pim-pam-pum e escolher quem começa, cada um inventa a sua frase na sequência da anterior! Aviso: a criança vai querer que mude algumas das suas frases - não deixe, ou perde a piada!!
2. Perguntas parvas
Experimente fazer perguntas parvas e veja as respostas divertidas. Porque é que existem estações do ano? O teu cão é inteligente? Como ensinarias o teu gato a falar?
3. Namorados!
Já descobri que as crianças podem ter um número de namorados que varia entre 1 e 5. Nem vale a pena dar sugestões para este tópico! Ahahahah
4. Complicados
Há meninos que nos surpreendem com os seus conhecimentos e, por isso, podemos conversar sobre algo mais elaborado. Como vês as horas num relógio solar? Quais são as palavras mais difíceis que conheces? O que fazes para parecer inocente?
5. Épocas festivas
É quase obrigatório. E, se não lhe perguntar, ela conta na mesma! Surpreenda-se com as prendas que vão ao Pai Natal ou com o que fizeram de mais divertido nas férias de verão.


ADULTOS
1. Tecnologia
A maioria das pessoas têm um tablet, telemóvel ou computador. Quer seja debater o melhor sistema operativo ou perguntar o que mais ou menos gosta no equipamento, é sempre um assunto natural e fácil!
2. Carros
Sim, apesar de alguns não terem, a maioria terá. Experimente perguntar qual foi o seu melhor carro ou como teve o seu primeiro!
3. Ocupações/Hobbies
É um clássico, mas sempre útil. Pode sempre variar e contar os seus, esperando comentários da outra pessoa.
4. Viagens
Quer seja no estrangeiro ou no próprio país, todos nós já o fizemos. É um tema que, habitualmente, as pessoas gostam de explorar e nunca se cansam de contar.
5. Filhos e Família
Tenha cuidado ao explorar este tema para não se intrometer na vida do paciente! No entanto, é sempre agradável falar das conquistas dos filhos ou desabafar sobre alguma situação que o esteja a preocupar.