12/04/2016
05/04/2016
10 Tópicos de Conversa para Crianças e Adultos
Nas nossas intervenções precisamos, muitas vezes, de tópicos de conversa!
Seja para treinar articulação ou implementar um padrão vocal novo, queremos é que falem.
Devemos evitar assuntos sensíveis tais como política, educação e outros!
Se optar por perguntas, prefira perguntas abertas para dar oportunidade ao utente de falar.
Deixo-vos 10 tópicos para que estes momentos sejam mais divertidos e significativos.
CRIANÇAS
1. História sem fim
É uma as minhas actividades favoritas e que uso com diversos objectivos. Depois de fazer o pim-pam-pum e escolher quem começa, cada um inventa a sua frase na sequência da anterior! Aviso: a criança vai querer que mude algumas das suas frases - não deixe, ou perde a piada!!
ADULTOS
1. Tecnologia
A maioria das pessoas têm um tablet, telemóvel ou computador. Quer seja debater o melhor sistema operativo ou perguntar o que mais ou menos gosta no equipamento, é sempre um assunto natural e fácil!
2. Carros
Sim, apesar de alguns não terem, a maioria terá. Experimente perguntar qual foi o seu melhor carro ou como teve o seu primeiro!
3. Ocupações/Hobbies
É um clássico, mas sempre útil. Pode sempre variar e contar os seus, esperando comentários da outra pessoa.
4. Viagens
Quer seja no estrangeiro ou no próprio país, todos nós já o fizemos. É um tema que, habitualmente, as pessoas gostam de explorar e nunca se cansam de contar.
5. Filhos e Família
Tenha cuidado ao explorar este tema para não se intrometer na vida do paciente! No entanto, é sempre agradável falar das conquistas dos filhos ou desabafar sobre alguma situação que o esteja a preocupar.
Seja para treinar articulação ou implementar um padrão vocal novo, queremos é que falem.
Devemos evitar assuntos sensíveis tais como política, educação e outros!
Se optar por perguntas, prefira perguntas abertas para dar oportunidade ao utente de falar.
Deixo-vos 10 tópicos para que estes momentos sejam mais divertidos e significativos.
CRIANÇAS
1. História sem fimÉ uma as minhas actividades favoritas e que uso com diversos objectivos. Depois de fazer o pim-pam-pum e escolher quem começa, cada um inventa a sua frase na sequência da anterior! Aviso: a criança vai querer que mude algumas das suas frases - não deixe, ou perde a piada!!
2. Perguntas parvas
Experimente fazer perguntas parvas e veja as respostas divertidas. Porque é que existem estações do ano? O teu cão é inteligente? Como ensinarias o teu gato a falar?
3. Namorados!
Já descobri que as crianças podem ter um número de namorados que varia entre 1 e 5. Nem vale a pena dar sugestões para este tópico! Ahahahah
4. Complicados
Há meninos que nos surpreendem com os seus conhecimentos e, por isso, podemos conversar sobre algo mais elaborado. Como vês as horas num relógio solar? Quais são as palavras mais difíceis que conheces? O que fazes para parecer inocente?
5. Épocas festivas
É quase obrigatório. E, se não lhe perguntar, ela conta na mesma! Surpreenda-se com as prendas que vão ao Pai Natal ou com o que fizeram de mais divertido nas férias de verão.
É quase obrigatório. E, se não lhe perguntar, ela conta na mesma! Surpreenda-se com as prendas que vão ao Pai Natal ou com o que fizeram de mais divertido nas férias de verão.
ADULTOS
1. Tecnologia
A maioria das pessoas têm um tablet, telemóvel ou computador. Quer seja debater o melhor sistema operativo ou perguntar o que mais ou menos gosta no equipamento, é sempre um assunto natural e fácil!
2. Carros
Sim, apesar de alguns não terem, a maioria terá. Experimente perguntar qual foi o seu melhor carro ou como teve o seu primeiro!
3. Ocupações/Hobbies
É um clássico, mas sempre útil. Pode sempre variar e contar os seus, esperando comentários da outra pessoa.
4. Viagens
Quer seja no estrangeiro ou no próprio país, todos nós já o fizemos. É um tema que, habitualmente, as pessoas gostam de explorar e nunca se cansam de contar.
5. Filhos e Família
Tenha cuidado ao explorar este tema para não se intrometer na vida do paciente! No entanto, é sempre agradável falar das conquistas dos filhos ou desabafar sobre alguma situação que o esteja a preocupar.
29/03/2016
08/03/2016
À conversa com... Drª Adelaide Dias, Terapeuta da Fala
A Drª Adelaide Dias aceitou o desafio d'O Sítio da Fala e respondeu a algumas questões sobre o seu percurso profissional. É terapeuta da fala, Mestre em Bioética especializada em perturbações neurológicas do adulto, sobretudo disfagia orofaríngea (ver resumo curricular no final). Para além disso, tem uma experiência clínica invejável!
Aqui fica o seu testemunho.
Pedro - Como é que tudo começou? Coincidência ou propósito?
A minha verdadeira “missão e paixão profissional” revelou-se estar muito longe daquilo que eu inicialmente imaginei e desde cedo entendi que o meu caminho seria a intervenção com adultos e mais tarde apaixonei-me pela área da neurologia, nomeadamente pelas alterações da deglutição que daí derivam. E como nestas coisas não há coincidências, posso dizer que fui eficaz até hoje, na concretização feliz desta minha preferência.
Depois de terminar a minha licenciatura, optei de imediato por ingressar num mestrado (Bioética pela FMUP) e neste caso, sim, foi totalmente consciente e primeira opção. Já nesta fase sentia a necessidade de saber mais e além da terapia da fala, posso dizer-te que foi um ganho estrondoso e ainda hoje recordo este mestrado como essencial no meu percurso. A minha especialização em disfagia orofaríngea seguida de estágio profissional de duração de 1 mês no Brasil, foi mais uma decisão propositada que teve muito impacto na qualidade da minha intervenção. A minha passagem por inúmeras instituições em São Paulo tornou o meu dia-a-dia profissional mais interessante, motivante e eficaz.
P - Como é o teu dia-a-dia profissional?
A - O meu dia-a-dia profissional é uma verdadeira “aventura”, isto é, nunca sei com o que vou contar. Como sabes a minha prática principal decorre em contexto hospitalar, como membro integrante de um serviço de MFR. Se por um lado tenho um agendamento com os meus clientes de ambulatório, por outro tenho todos os utentes de internamento que poderão ser os já previstos ou não, já que algum/alguns podem surgir como urgentes.
A minha escolha em especializar-me em DOF trouxe-me a necessidade de me adaptar mais, agilizar mais e rotinizar menos. A flexibilidade profissional é maior característica do meu dia-a-dia, posso atuar em gabinete, em contexto de enfermaria ou em consulta de deglutição, em parceria com o serviço de ORL.
Além desta dinâmica hospitalar, tenho ainda à minha responsabilidade a Coordenação de duas pós-graduações e um curso em disfagia orofaríngea, assim como exerço funções de formadora nesta área.
P - Imaginas a tua vida sem a Terapia da Fala?
A - Boa pergunta! Honestamente, imagino! E imagino-a tão boa quanto agora.
Passo a explicar, a Terapia da fala sempre assumiu um papel de muita relevância na minha vida, isto porque se sou terapeuta e se essa foi a minha opção, terei de o fazer na melhor das minhas capacidades. Contudo, penso desta forma em qualquer área da vida e por isso, se não fosse terapeuta da fala julgo que seria outra coisa e com a mesma motivação intrínseca. Embora ser terapeuta seja uma das principais marcas da minha imagem, considero que tal não ME caracteriza por si só e como tal, imagino que a minha vida fosse completamente diferente, mas igualmente desafiante.
P - Gostavas de fazer algo que não faças?
A - SIM! Mas essa é a característica essencial da minha personalidade: eu vou gostar sempre de fazer algo que não faço ainda! Nem que seja pela quebra de rotina. Seja relacionado com TF ou não. Tenho pensado muito em fazer algo “fora da caixa”, algo que me possa ajudar como terapeuta, mas que não seja terapia propriamente dita. Mas ainda estou a amadurecer esta ideia…
P - Ao longo da nossa carreira acompanhamos pessoas que nos marcam. Qual foi o caso que mais te marcou?
A - Pergunta difícil desta vez. Pode parecer “resposta feita”, mas todos me marcaram à sua maneira.
Posso talvez dizer que os casos que correm menos bem ou abaixo das minhas expetativas são os que marcam mais. Principalmente pelo aspeto de aprendizagem e de mudança que obrigatoriamente acarretam.
Não posso dizer que tenha uma história bonita para contar, tenho várias, mas posso dizer-te que as histórias menos bonitas talvez tenham sido as que me direcionaram mais no meu caminho como TF. Existem sempre aqueles clientes que nos fazem pensar, querer mudar, aqueles que nos mantêm com os “pés bem assentes” na terra e que nos mostram aquilo que somos como profissionais e como equipas de saúde.
P - E para a frente? Quais são os projetos?
A - Mais uma pergunta que me deixa a pensar… sabes que me tenho sentido como “alguém sempre em projetos”… assumo que esta é uma fase de muitas ideias, mas de menos concretizações.
Em 2013/14 estive muito envolvida na coordenação científica de pós-graduações e formação juntamente com a equipa Instituto CRIAP. Em 2015 fiz mais um estágio na área da deglutição, desta vez na UC Davis de Sacramento (EUA), finalizei uma certificação (Lee Silverman) e iniciei outra (PROMPT) e portanto, 2016 começa com a vontade em refletir e entender quais as melhores opções a partir de agora. Com mais alguma maturidade entendi que realmente “mais não é melhor” e que efetivamente “ser é melhor que parecer” e que o tempo de pausa é tão ou mais importante do que o tempo de ação. Assim sendo, ideias e projetos são muitos, qual deles irei escolher a seguir? Não sei! Contudo, sei que irá de encontro à minha própria formação e desenvolvimento pessoal e profissional. Não me vejo a estar constantemente a ensinar sem nunca aprender.
Afinal talvez agora te saiba responder: próximo projeto – aprender mais de forma a tornar a minha atividade como formadora cada vez mais prática e eficaz! Interessa-me particularmente estudar formas de ensinar que não as mais tradicionais…sim, esse são talvez um dos meus “roteiros”/projetos futuros.
Queria aproveitar ainda para te agradecer esta entrevista, principalmente porque me permitiu, pela sua conceção, falar-te de aspetos que vão além da TF. Parabéns pelo teu blog, venham mais iniciativas assim!
Resumo curricular:
- Adelaide Dias é Terapeuta da Fala na U.L.S. Matosinhos – Hospital de Pedro Hispano, Serviço de MFR e colaboradora ativa na consulta de deglutição do serviço de ORL.
- Licenciada em Terapia da Fala pela Escola Superior de Tecnologias e Saúde do Porto, 2001
- Mestre em Bioética pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, 2008; Pós-Graduada em Disfagias Orofaríngeas pelo Instituto Superior de Saúde do Alto Ave, 2010.
- Experiência em Disfagia Orofaríngea Neurológica (Hospitalar) e em perturbações neurológicas da comunicação no adulto desde 2003.
- Formadora ativa em Disfagia Orofaríngea desde 2008. Formadora Certificada desde 2003.
- Coordenadora Científica das Pós-Graduações em “Perturbações Neurológicas da Comunicação no Adulto” e “Terapia da Fala em Contextos de Saúde: Interface Voz/MOF/Deglutição” pelo Instituto CRIAP.
- Orientadora de estágios curriculares desde2005.
- Realizou estágios internacionais em Disfagia Orofaríngea em 2011 (diversas instituições de saúde em São Paulo, Brasil) e em 2015 (UC Davis, Sacramento, EUA, Departamento de Voz e Deglutição).
- Certificada no método Lee Silverman e com certificação a decorrer no método PROMPT.
- Perfil LinkedIn
06/03/2016
12 Testes de Avaliação da Linguagem para Crianças e Adultos
Hoje apresento-vos uma compilação dos testes de avaliação da linguagem que existem para o Português Europeu. É indiscutível a necessidade clínica de instrumentos precisos para caracterizar as competências do indivíduo e, dessa forma, definir e monitorizar a intervenção.
Apesar de existirem mais testes, os que aqui sugiro são aqueles que apresentam dados normativos para a população portuguesa - à excepção dos dois últimos.
Peço aos leitores que conheçam outros para os mencionar nos comentários.
| Idades | Tempo de aplicação | Áreas e competências | Normas | |
| 1. TALC | 2:6 a 6 anos | 30 a 45 minutos | Semântica, morfossintaxe, pragmática | |
| 2. TICL | 4 a 6 anos | 45 minutos | Léxico, mofossintaxe, memória auditiva, metapragmática | Equivalências entre os Resultados Brutos obtidos nas 4 áreas e níveis de mestria |
| 3. GOL-E | 5:7 a 10 anos | 30 minutos | Semântica, morfossintaxe, fonologia | resultados médios e distribuição percentílica por faixa etária |
| 4. TL-ALPE | 3 a 6 anos | Compreensão auditiva, expressão verbal oral, metalinguagem | ||
| 5. ALO | 4 a 9 anos | Léxico, sintaxe, fonologia | ||
| 6. PALPA | +5 anos até adultos | variável | Processamento fonológico; leitura e escrita; semântica | Dados estatísticos por prova e em função dos diferentes grupos etários e níveis de escolaridade |
| 7. TAS | 7 aos 13:11 anos | 30 minutos | Relações sintagmáticas, campo lexical, sinonímia, antonímia, paronímia | Resultados médios para cada prova e resultados médios totais por da faixa etária; distribuição percentílica por faixa etária |
| 8. PLINC | +40 anos | 20 minutos | Compreensão e expressão | Valores médios de desempenho e tempo por faixa etária; resultados médios em função da escolaridade |
| 9. BPF | Consciência fonológica | |||
| 10. PARAFASIA | Crianças e adultos | variável | Avaliação e e intervenção em perturbações da linguagem (afasia) | |
| 11. PEABODY | 2:6 a 90 anos | 10-20 minutos | Aptidão verbal e vocabulário | Resultados QI; tabela de normas por grupo etário; equivalências entre os resultados brutos e a idade-teste |
| 12. REYNELL | 15 meses a 7:6 anos | 30-40 minutos | Compreensão e expressão |
02/03/2016
Aplicações (Apps) para Terapia da Fala
São inúmeras as aplicações que se podem usar em contexto de Terapia da Fala. As que não são dedicadas às nossas áreas de trabalho, podem bem ser aproveitadas. Em relação a outros países temos consideravelmente menos quantidade, sobretudo porque somos poucos. Ao seleccionarmos uma aplicação devemos ter em atenção se não é em Português do Brasil, uma vez que há variações que os nossos clientes não perceberão e poderão, eventualmente, ser contraproducentes.
Para além disso, as aplicações de comunicação aumentativa e alternativa tinham (e têm) uma grande limitação - muitas não têm uma fala sintetizada para o português europeu e, se têm, é de uma mulher ou homem, ambos adultos. Assim, devemos preferir aquelas que permitem a gravação de clipes de áudio, em detrimento da fala sintetizada - podemos pedira a voz emprestada a alguém!
Na minha prática uso o tablet de três formas diferentes: deixo a criança manipular a aplicação de forma mais ou menos independente; apenas para apresentação de estímulos visuais ou auditivos; com carácter de prescrição - para que o cliente use ou pratique em casa.
Tive o meu primeiro tablet em 2010 - o iPad (1st gen). Inicialmente usei-o com alguma regularidade mas deixou de ser muito prático, sobretudo por causa da limitação da língua; para além disso, em pouco tempo, deixou de ser compatível com novas aplicações. Actualmente tenho um Asus ZenPad 10, que corre o Android 5 (Lollipop). Se comprarem um equipamento com o propósito de ser usado na terapia, aconselho um tamanho de ecrã generoso - 10" é o ideal. Fica ainda o link para um artigo da ASHA.
Apresento-vos algumas aplicações da minha eleição, organizadas por área de intervenção. Peço aos leitores que conhecerem outras, que as sugiram nos comentários.
Articulação e fonologia
GameFono (versão experimental limitada) - Android
Falar a Brincar (gratuita) - Android
Palavras aos bocadinhos (versão experimental limitada) - Android | iOS
Sounds of speech (pago) - Android | iOS
Leitura e escrita
Aventura das palavras (gratuito) - Android
Competências pré-linguísticas
Talking Tom (versão gratuita com publicidade) - Android | iOS
Comunicação aumentativa e alternativa
TICO4Android (gratuito) - Android
Vox4All (versão experimental limitada) - Android | iOS
Sono Flex (versão experimental limitada) - iOS
MyTalk (versão experimental limitada) - Android | iOS
Grid Player (gratuito) - iOS
GoTalk Now (versão experimental limitada) - iOS
Fluência
DAF Professional (versão experimental limitada) - Android | iOS
Metronome Beats (versão gratuita com publicidade) - Android
Voz
OperaVox (versão gratuita limitada) - iOS
Outras
BabyPlayFace - Android | iOS
Toca Kitchen - Android | iOS
Toca Hair Salon - Android | iOS
Para além disso, as aplicações de comunicação aumentativa e alternativa tinham (e têm) uma grande limitação - muitas não têm uma fala sintetizada para o português europeu e, se têm, é de uma mulher ou homem, ambos adultos. Assim, devemos preferir aquelas que permitem a gravação de clipes de áudio, em detrimento da fala sintetizada - podemos pedira a voz emprestada a alguém!
Na minha prática uso o tablet de três formas diferentes: deixo a criança manipular a aplicação de forma mais ou menos independente; apenas para apresentação de estímulos visuais ou auditivos; com carácter de prescrição - para que o cliente use ou pratique em casa.
Tive o meu primeiro tablet em 2010 - o iPad (1st gen). Inicialmente usei-o com alguma regularidade mas deixou de ser muito prático, sobretudo por causa da limitação da língua; para além disso, em pouco tempo, deixou de ser compatível com novas aplicações. Actualmente tenho um Asus ZenPad 10, que corre o Android 5 (Lollipop). Se comprarem um equipamento com o propósito de ser usado na terapia, aconselho um tamanho de ecrã generoso - 10" é o ideal. Fica ainda o link para um artigo da ASHA.Apresento-vos algumas aplicações da minha eleição, organizadas por área de intervenção. Peço aos leitores que conhecerem outras, que as sugiram nos comentários.
Articulação e fonologia
GameFono (versão experimental limitada) - Android
Falar a Brincar (gratuita) - Android
Palavras aos bocadinhos (versão experimental limitada) - Android | iOS
Sounds of speech (pago) - Android | iOS
Leitura e escrita
Aventura das palavras (gratuito) - Android
Competências pré-linguísticas
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Comunicação aumentativa e alternativa
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Vox4All (versão experimental limitada) - Android | iOS
Sono Flex (versão experimental limitada) - iOS
MyTalk (versão experimental limitada) - Android | iOS
Grid Player (gratuito) - iOS
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Fluência
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Voz
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Outras
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24/02/2016
A música como estratégia na Terapia da Fala
São fundamentais todas as actividades que venham tornar a intervenção do terapeuta da fala mais lúdica, divertida e, acima de tudo, com significado para a criança. Algumas, sobejamente conhecidas, são aplicadas com muita frequência - são disso exemplo os jogos de tabuleiro ou outros que permitem tornar menos formais as tarefas que devem ser apresentadas às crianças.
Na selecção destas actividades incorremos, por vezes, no erro de tornar a sessão menos produtiva e, por isso, talvez eu seja tão pouco apologista e utilizador de jogos da glória, do peixinho e outros. Portanto, serão boas mas sempre na boa conta peso e medida. Momentos existem, com certeza, em que não temos outro remédio - a criança colabora menos, é muito pequena ou por outros motivos.
A necessidade de surgirem novas abordagens e contextos de intervenção é ainda maior em clientes que são acompanhados a longo prazo e, por vezes, com múltiplas terapias por semana. É bem conhecido o cansaço e saturação a que estes meninos e meninas chegam ao fim de algum tempo - é um facto.
Se me perguntarem: não tenho nenhum curso em terapia musical, nem coisa parecida. Mas tenho imaginação e, por acaso, toco guitarra portuguesa e viola. É mesmo disso que venho falar hoje. Ás vezes levo comigo um destes instrumentos para o gabinete e é sempre curioso, enquanto fazemos uma pausa, mostrá-los aos miúdos - querem sempre explorar e "tocar um bocado".
Ao longo dos anos fui criando algumas actividades. Não sei se são originais, mas nunca as vi apresentadas em lado nenhum, por isso, aqui vão.
-Xilofone: talvez tenha sido a primeira experiência. O meu xilofone é colorido e tem as notas musicais escritas. Durante a avaliação ou intervenção pode ser pedido à criança que reproduza uma sequência mais ou menos simples apresentada previamente por nós (memória auditiva e visual).
-Guitarra: este é talvez a ferramenta mais divertida de todas. A automatização de fonemas pressupõe o treino hierárquico, sendo que um deles deve ser o discurso dirigido - porque não a cantar? Podemos utilizar músicas simples acompanhadas à guitarra (eg. Atirei o pau ao gato, Papagaio loiro, etc). Para além disso podemos usar essas músicas com outros objectivos, como por exemplo, memória auditiva.
-Metrónomo: apesar de ser usado sobretudo nas perturbações da fluência (eg. gaguez), pode também ser usado noutras situações, como por exemplo em perturbações motoras da fala ou alterações da motricidade oral - algumas tarefas práticas passam pela repetição de unidades linguísticas (eg. sílabas) de uma forma ritmada, mais ou menos rápida. Uso a aplicação Metronome Beats.
Fica aqui o link de um Cancioneiro da Universidade do Minho com canções infantis portuguesas.
São algumas sugestões práticas para modificar as rotinas dos nossos meninos
Na selecção destas actividades incorremos, por vezes, no erro de tornar a sessão menos produtiva e, por isso, talvez eu seja tão pouco apologista e utilizador de jogos da glória, do peixinho e outros. Portanto, serão boas mas sempre na boa conta peso e medida. Momentos existem, com certeza, em que não temos outro remédio - a criança colabora menos, é muito pequena ou por outros motivos.
A necessidade de surgirem novas abordagens e contextos de intervenção é ainda maior em clientes que são acompanhados a longo prazo e, por vezes, com múltiplas terapias por semana. É bem conhecido o cansaço e saturação a que estes meninos e meninas chegam ao fim de algum tempo - é um facto.
Se me perguntarem: não tenho nenhum curso em terapia musical, nem coisa parecida. Mas tenho imaginação e, por acaso, toco guitarra portuguesa e viola. É mesmo disso que venho falar hoje. Ás vezes levo comigo um destes instrumentos para o gabinete e é sempre curioso, enquanto fazemos uma pausa, mostrá-los aos miúdos - querem sempre explorar e "tocar um bocado".
Ao longo dos anos fui criando algumas actividades. Não sei se são originais, mas nunca as vi apresentadas em lado nenhum, por isso, aqui vão.
-Xilofone: talvez tenha sido a primeira experiência. O meu xilofone é colorido e tem as notas musicais escritas. Durante a avaliação ou intervenção pode ser pedido à criança que reproduza uma sequência mais ou menos simples apresentada previamente por nós (memória auditiva e visual).
-Metrónomo: apesar de ser usado sobretudo nas perturbações da fluência (eg. gaguez), pode também ser usado noutras situações, como por exemplo em perturbações motoras da fala ou alterações da motricidade oral - algumas tarefas práticas passam pela repetição de unidades linguísticas (eg. sílabas) de uma forma ritmada, mais ou menos rápida. Uso a aplicação Metronome Beats.Fica aqui o link de um Cancioneiro da Universidade do Minho com canções infantis portuguesas.
São algumas sugestões práticas para modificar as rotinas dos nossos meninos
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