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20/02/2017

Revisão de livro - "Linguagem Escrita - Atividades de Conhecimento Fonológico"


FICHA DO LIVRO
Título: Linguagem Escrita - Atividades de Conhecimento Fonológico
Autores: Rosa Lima; Carmélia Cunha
Editora: Lidel
Ano: 2017

É um livro prático dirigido a pais, professores e técnicos. Começa com uma introdução com racional teórico e instruções sobre a utilização do livro. É composto por 20 unidades, cada uma com seis fichas.
As actividades focam-se nas competências fonológicas associadas à oralidade e escrita. No final são apresentadas as soluções.
Os conjuntos de grafemas que as autoras seleccionaram são aqueles que encontramos com mais frequência na clínica.
Cada ficha tem uma quantidade suficiente de estímulos para o tempo de atenção de uma criança típica.

Este tipo de livros permite aumentar a velocidade do fluxo de trabalho do terapeuta.
É urgente a publicação de outros trabalhos assim para aumentar a qualidade dos estímulos que apresentamos aos clientes. A quantidade de estímulos de cada ficha permite ainda a repetir com intensidade cada objectivo - aumentando, naturalmente, a eficácia da terapia. Creio que tornará as sessões são mais produtivas e a intervenção indirecta mais eficaz, uma vez que podemos usar as actividades em regime de prescrição.

24/10/2014

Actividade para a integração de fonemas no discurso

Se há fase difícil de trabalhar e nível difícil de atingir é o da integração de qualquer fonema no discurso espontâneo. As perturbações dos sons da fala são, provavelmente, aquelas que a população em geral liga directamente ao terapeuta da fala. Existem diversas abordagens, como é sabido; de entre elas destaca-se a mais conhecida e utilizada - a colocação fonética (do inglês phonetic placement).
Da minha prática clínica posso afirmar que o mais difícil nesta abordagem é, realmente, conseguir que a criança fale no seu dia-a-dia e em todos os contextos usando correctamente esse som; ou não fosse esse o grande objectivo.
Tenho várias actividades que uso transversalmente para o atingir - será difícil, aqui, distinguirmos o discurso espontâneo do dirigido.

A minha preferida é a "história partilhada". Quando montei a minha clínica fiz questão de várias coisas, mas a mais importante e difícil foi ter uma mesa redonda para diminuir ao máximo o impacto do tradicional ambiente clínico. Tendo em conta isto gosto de me sentar frente a frente com a criança, sem obstáculos físicos no meio. Esta actividade consiste em contar uma história partilhada entre os dois - é fantástica e garanto que daqui surgem histórias inesperadas. O mote para iniciar pode ser dado por mim ou pela criança. Assim, um de nós diz uma frase que inicia a história. O outro diz mais uma frase que complemente a anterior - assim sempre, sucessivamente. Obviamente que, mais uma vez, esta actividade pode ter muitos objectivos - neste caso, explico objectivamente ao miúdo que quero que ele se lembre sempre do som que estamos a trabalhar. Quando ele se esquece - devemos lembrar e ele deve reformular! Nesta actividade a criança foca-se mais no conteúdo da história e na criação do mesmo - descentralizando a sua atenção na dificuldade de produção do som. É bastante próximo do discurso espontâneo e, por isso, recorro com frequência à actividade.